Just how How many times How many times have I sat right here and seen that skyline at twilight And told myself I'm gonna be alright
But at the last light after saying goodbye You can't rest at night inside your head Yeah at that last light after sayin'goodbye It's such a sad sight cause of what we said
Now just how How many times How many times have I sat right here And again that skyline And again that twilight And again tell myself i'm gonna be alright
But at that last light after saying goodbye You can't rest at night inside your head yeah at that last light after sayin' goodbye It's such a sad sight cause of what we said Goodbye
estive há dez minutos atrás da varanda do meu quinto andar, a observar a cúpula invisível entre o céu e o enorme lego de betão e a sentir-me um inquilino passageiro desta pensão de uma estrela perdida na imensa cidade negra a que damos o nome de universo. curiosamente parece que é o único sítio que temos para passar a longa noite que nos espera. e é aí que eu saio para apanhar a frequência. como que a comer um ponto e a cagar um verso no meu prisma, a encaixar, provavelmente no de outros feito um filósofo de merda. mas a vida é isso mesmo, um monte de gente a fazer de conta que se entende e ninguém sabe dizer o que viveu. e por isso nos pedem que caminhemos alegres para o precipício, sem questionar, porque estaremos sempre longe. mas longe rapidamente fica perto e perto rapidamente passa por nós. eu não quero mandar-te para baixo, mas eu sei que me entendes, tu também tens medo de morrer, toda a gente tem. só que normalmente evocamos nomes de problemas para nos convencermos que estamos ocupados a resolver uma situação importante quando não tem importância nenhuma. entretanto o tapete rola e nós irritamo-nos com a inevitabilidade, e nos nossos sonhos dizemos: -torna-me imortal! torna-me imortal! eu não vou aguentar deixar de existir! e é aí que eu entro para sair da frequência, seduzir-te com os meus sonhos, tu não vês como empreendo? e como eu mais um milhão de sonhadores leva com ele muitos braços de outros, acéfalos, na lotaria dos ideais, descrentes, beijando o número do bilhete. mas quero dizer-te que a viagem é tua, e eu não quero empurrar-te à força para a rua. se eu falhar eu vou passar de deus a carrasco, embalsamado e metido dentro de um frasco, para te lembrares da mentira, mas a verdade é que ganhamos sempre.